pARA FOUNDERS > 
De Founder para Founder

Transformar desafios em crescimento: a arte da resiliência empreendedora

Jaime Wagner
Fundador da WOW

para continuar a leitura, insira seu e-mail abaixo:

* Todos os dados preenchidos estão seguros e serão utilizados apenas com intuito de lhe trazer informações.
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

Também conhecida como efeito mola, a origem da palavra é a propriedade física de alguns corpos que conseguem voltar à forma original após sofrerem uma deformação. Por analogia, a psicologia adotou o conceito de resiliência emocional como a capacidade de retomar o equilíbrio após algum abalo.

Repito sempre que empreender significa fazer algo difícil, enfrentar desafios, não necessariamente criar uma empresa. Em qualquer caso, a dimensão do desafio é proporcional ao receio. Por isso eu digo que empreender, no fundo, significa enfrentar os próprios fantasmas, superar seus medos, e, com isso, crescer. Como disse Nietzsche “o que não me mata me fortalece”.

Entretanto, o que para alguns é visto como um grande desafio, para outros é encarado com naturalidade. Por quê? Talvez por já terem passado por situação semelhante, ou por terem um temperamento mais arrojado, ou simplesmente por ignorância dos riscos.

Ora, quem ignora riscos é apenas ingênuo ou irresponsável e, quando o risco se materializa, é surpreendido e ficará abalado no primeiro caso, ou colocará a culpa nos outros no segundo caso. O ingênuo tem grande probabilidade de não se recuperar do abalo sofrido e esse trauma psicológico pode se tornar um impeditivo para novos empreendimentos, levando-o à busca de segurança como um valor maior. Então, este perfil tem a tendência de não ter a resiliência necessária para empreender novamente. A irresponsabilidade que refiro no segundo caso é uma espécie de psicopatia ou distúrbio de caráter. É aquele “empreendedor serial” que acumula fracassos e desculpas, mas que não aprende com seus erros, sendo que o principal erro é não aprender a ter receio, continuando a desprezar os riscos, que nunca serão da sua responsabilidade. Ele simplesmente não se abala porque não tem o mínimo sentimento de culpa. Isso não é resiliência, é insensibilidade.

No outro extremo, existem pessoas com excesso de responsabilidade, que sofrem muito ao cometer qualquer erro. Por isso têm dificuldade para decidir em condições de incerteza e se sentem inseguras quando não têm controle das situações. Pessoas com um temperamento mais tímido também podem experimentar mais dificuldade para enfrentar obstáculos e o risco de fracasso. Mas são justamente essas pessoas que experimentam o maior crescimento pessoal ao empreender enfrentando seus temores.

Diferentemente do irresponsável, que se recusa a pagar os preços pelos próprios erros, o empreendedor típico enfrenta riscos conhecendo-os e, avaliando as consequências possíveis, aceita-as, sejam elas boas ou más. Em nome dos louros de um sucesso provável aceita pagar o preço pelos percalços que certamente se apresentarão, bem como pelos ônus de um eventual fracasso menos provável. O certo é que, ao pagar esse preço, ele se desbloqueia e encara com maior naturalidade as diferentes adversidades, problemas e perdas que sempre se apresentam na vida. Em suma, ele se desenvolve como pessoa. 

Também conhecida como efeito mola, a origem da palavra é a propriedade física de alguns corpos que conseguem voltar à forma original após sofrerem uma deformação. Por analogia, a psicologia adotou o conceito de resiliência emocional como a capacidade de retomar o equilíbrio após algum abalo.

Repito sempre que empreender significa fazer algo difícil, enfrentar desafios, não necessariamente criar uma empresa. Em qualquer caso, a dimensão do desafio é proporcional ao receio. Por isso eu digo que empreender, no fundo, significa enfrentar os próprios fantasmas, superar seus medos, e, com isso, crescer. Como disse Nietzsche “o que não me mata me fortalece”.

Entretanto, o que para alguns é visto como um grande desafio, para outros é encarado com naturalidade. Por quê? Talvez por já terem passado por situação semelhante, ou por terem um temperamento mais arrojado, ou simplesmente por ignorância dos riscos.

Ora, quem ignora riscos é apenas ingênuo ou irresponsável e, quando o risco se materializa, é surpreendido e ficará abalado no primeiro caso, ou colocará a culpa nos outros no segundo caso. O ingênuo tem grande probabilidade de não se recuperar do abalo sofrido e esse trauma psicológico pode se tornar um impeditivo para novos empreendimentos, levando-o à busca de segurança como um valor maior. Então, este perfil tem a tendência de não ter a resiliência necessária para empreender novamente. A irresponsabilidade que refiro no segundo caso é uma espécie de psicopatia ou distúrbio de caráter. É aquele “empreendedor serial” que acumula fracassos e desculpas, mas que não aprende com seus erros, sendo que o principal erro é não aprender a ter receio, continuando a desprezar os riscos, que nunca serão da sua responsabilidade. Ele simplesmente não se abala porque não tem o mínimo sentimento de culpa. Isso não é resiliência, é insensibilidade.

No outro extremo, existem pessoas com excesso de responsabilidade, que sofrem muito ao cometer qualquer erro. Por isso têm dificuldade para decidir em condições de incerteza e se sentem inseguras quando não têm controle das situações. Pessoas com um temperamento mais tímido também podem experimentar mais dificuldade para enfrentar obstáculos e o risco de fracasso. Mas são justamente essas pessoas que experimentam o maior crescimento pessoal ao empreender enfrentando seus temores.

Diferentemente do irresponsável, que se recusa a pagar os preços pelos próprios erros, o empreendedor típico enfrenta riscos conhecendo-os e, avaliando as consequências possíveis, aceita-as, sejam elas boas ou más. Em nome dos louros de um sucesso provável aceita pagar o preço pelos percalços que certamente se apresentarão, bem como pelos ônus de um eventual fracasso menos provável. O certo é que, ao pagar esse preço, ele se desbloqueia e encara com maior naturalidade as diferentes adversidades, problemas e perdas que sempre se apresentam na vida. Em suma, ele se desenvolve como pessoa.