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Uma matéria da Exame de 26/3/24 sob o título de “Ambição: se você não tem, está morto e não sabe”[1] citava uma pesquisa da Fortune na qual somente 38% dos respondentes (pertencentes à geração Z) tinha interesse em cargos de chefia enquanto 62% preferiam ser subalternos. Analistas interpretaram que o desejo por uma vida mais pacata, priorizando os lados pessoal e afetivo e o lazer seria uma reação ao foco no sucesso profissional e financeiro que levou as gerações anteriores ao estresse. Outros disseram que essa geração foi mimada e que não lida bem com as dificuldades inerentes a qualquer desafio.
Na WOW consideramos que a ambição é uma das seis competências chave do empreendedor. Entretanto, Aristóteles dizia que toda virtude está no meio termo entre dois vícios: o vício da falta e o do excesso. A falta de ambição pode gerar acomodação, passividade ou falta de energia para enfrentar desafios e conflitos. O excesso de ambição pode se tornar ganância, o que impede a colaboração, que sempre pede alguma generosidade. “Solo founder” costuma ser uma “bandeira amarela” na avaliação de startups. Aliás, o que alguns consideram falta de ambição, outros avaliam como prova de caráter, fidelidade ou prudência.
Realmente, para empreender é preciso ter alguma ambição. Ambicionar exatamente o que? Criar algo significativo e contribuir para a sociedade? Ganhar muito dinheiro? Ter autonomia e ser dono do seu tempo? Ser reconhecido? Poder usar e testar seus talentos? Provavelmente tudo isso, até porque são coisas relacionadas.
A questão é: qual dessas motivações é a maior? Isso é uma questão de valores! Em momentos difíceis, pessoas com valores distintos fazem escolhas diferentes, o que pode gerar conflito. E conflito entre os fundadores é uma causa frequente do insucesso de startups.
Uma startup nasce como uma sociedade entre conhecidos com um “ânimo societário” baseado em objetivos comuns e confiança mútua. Uma grande diferença de valores ou a perda de confiança abalam a sociedade. Empresas grandes podem se manter mesmo quando a sociedade que as originou se desfaz. Mesmo aí, um excesso de ambição das partes pode prejudicar ou inviabilizar a empresa. Mas em empresas nascentes, uma crise societária causada por excesso de ambição frequentemente é fatal.
Outro problema causado por excesso de ambição é “dar o passo maior do que as pernas”. Diversificar produto ou mercado sem ter um PMF consolidado. Queimar caixa sem retorno e sem alavancagem adequada.
Costumo dizer que o maior problema das startups não é a escassez de recurso nas fases iniciais e sim a inflação dos desejos nas fases posteriores.
Uma matéria da Exame de 26/3/24 sob o título de “Ambição: se você não tem, está morto e não sabe”[1] citava uma pesquisa da Fortune na qual somente 38% dos respondentes (pertencentes à geração Z) tinha interesse em cargos de chefia enquanto 62% preferiam ser subalternos. Analistas interpretaram que o desejo por uma vida mais pacata, priorizando os lados pessoal e afetivo e o lazer seria uma reação ao foco no sucesso profissional e financeiro que levou as gerações anteriores ao estresse. Outros disseram que essa geração foi mimada e que não lida bem com as dificuldades inerentes a qualquer desafio.
Na WOW consideramos que a ambição é uma das seis competências chave do empreendedor. Entretanto, Aristóteles dizia que toda virtude está no meio termo entre dois vícios: o vício da falta e o do excesso. A falta de ambição pode gerar acomodação, passividade ou falta de energia para enfrentar desafios e conflitos. O excesso de ambição pode se tornar ganância, o que impede a colaboração, que sempre pede alguma generosidade. “Solo founder” costuma ser uma “bandeira amarela” na avaliação de startups. Aliás, o que alguns consideram falta de ambição, outros avaliam como prova de caráter, fidelidade ou prudência.
Realmente, para empreender é preciso ter alguma ambição. Ambicionar exatamente o que? Criar algo significativo e contribuir para a sociedade? Ganhar muito dinheiro? Ter autonomia e ser dono do seu tempo? Ser reconhecido? Poder usar e testar seus talentos? Provavelmente tudo isso, até porque são coisas relacionadas.
A questão é: qual dessas motivações é a maior? Isso é uma questão de valores! Em momentos difíceis, pessoas com valores distintos fazem escolhas diferentes, o que pode gerar conflito. E conflito entre os fundadores é uma causa frequente do insucesso de startups.
Uma startup nasce como uma sociedade entre conhecidos com um “ânimo societário” baseado em objetivos comuns e confiança mútua. Uma grande diferença de valores ou a perda de confiança abalam a sociedade. Empresas grandes podem se manter mesmo quando a sociedade que as originou se desfaz. Mesmo aí, um excesso de ambição das partes pode prejudicar ou inviabilizar a empresa. Mas em empresas nascentes, uma crise societária causada por excesso de ambição frequentemente é fatal.
Outro problema causado por excesso de ambição é “dar o passo maior do que as pernas”. Diversificar produto ou mercado sem ter um PMF consolidado. Queimar caixa sem retorno e sem alavancagem adequada.
Costumo dizer que o maior problema das startups não é a escassez de recurso nas fases iniciais e sim a inflação dos desejos nas fases posteriores.