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Aprendizados de Aceleração em Clusters

por WoW Aceleradora
| Postado em 04/06/2018

Completo cinco anos dentro da WOW em 2018. Nesse período, um dos aprendizados mais claros que tive foi como a troca de experiências pode ser uma prática que agrega valor ao processo de aceleração. Essa lição ficou muito mais nítida depois do crescimento do grupo de investidores (passou de 57 para 170) e do portfólio de startups da WOW, que saltou de três para 51 investidas em cinco anos de operação.

“Rodando” tantas turmas – estamos em nossa 10ª – passamos a perceber um padrão entre as startups que passavam pela aceleração: a repetição dos erros que startups das turmas anteriores haviam cometido. Indo mais a fundo, também percebemos que alguns desafios também eram compartilhados entre as startups, dependendo do modelo ou da maturidade do negócio. Começamos a nos questionar: como aproveitar essas semelhanças nos desafios e produzir trocas de experiências entre empreendedores?

Foi aí que pensamos num modelo de aceleração em clusters, em que buscamos aproximar as startups que estão inseridas em um mesmo mercado, que estão em determinado estágio de maturidade ou modelo de negócio. Na prática, seja SaaS, marketplace ou qualquer outro modelo, é possível identificar a maturidade de negócio em que está a startup, geralmente considerando a receita recorrente mensal (MRR), tração de transações e/ou de usuários. Dentro disso, dependendo da maturidade, do modelo de negócio e do tipo de público-alvo (B2B ou B2C), os desafios costumam ser parecidos. E a troca de experiência entre empreendedores começa a fazer mais sentido nestes grupos mais específicos.

Como exemplo, deixamos aqui experimentos que conduzimos com o modelo SaaS, bastante recorrente em nosso portfólio. Segmentamos as startups de Software-as-a-Service em três grupos: (1) SaaS para Indústria, (2) SaaS para Comunicação/Marketing e (3) SaaS Self-Service/Low-Ticket. Dentro de cada grupo, passamos a conduzir webinars e encontros virtuais para promover o intercâmbio entre as startups. Começamos com algumas reuniões mais

abertas, em que a pauta era simplesmente discutir os desafios que as startups estavam enfrentando. A partir disso, cada grupo definiu a dinâmica de seu encontro, seja apresentando um case de alguma startup, seja definindo um assunto específico para ser tratado ou trazendo algum expert de mercado para falar sobre alguma temática que fosse do interesse do grupo.

Tracionar esse modelo tem como principal desafio o engajamento da turma. Sabemos que abstrair as demandas da operação para investir tempo nesse tipo de atividade dói no empreendedor. Por isso, como aceleradora, nosso dever é sempre propor projetos que agreguem valor e que não sejam somente para cumprir tabela. Como costumamos dizer por aqui, quanto mais o empreendedor se expõe, mais propenso a receber ajuda ele estará. Parece óbvio, mas na prática nem toda startup reconhece que precisa parar o carro, “abrir o capô” e exibir os defeitos de sua mecânica de forma aberta. Além disso, acreditamos fortemente em praticar a cultura do giveback e estimulamos nossos empreendedores mais experientes a oferecer ajuda a empreendedores menos experimentados. Ensinar também é uma forma muito efetiva de aprender.

E, no fim do dia, todos somos aprendizes nesse processo.

*Filipe Garcia é Coordenador de Aceleração da Wow Aceleradora de Startups.

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