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6 lições aprendidas durante o SaaStr 2018, o maior evento de Software as a Service do mundo

por Filipe Garcia | Head de Aceleração
| Postado em 21/02/2018

O SaaStr é o maior evento com conteúdo dedicado ao modelo de negócio Software as a Service do mundo. Na edição de 2018, que ocorreu em San Francisco (California, EUA), o tema foi diversidade e inclusão nos times das startups. Durante 3 dias, foram mais de 40 horas de conteúdo focado em crescimento, gestão de produto e captação de investimento.

O evento contou com cerca de 10.000 participantes – empreendedores, fundos de venture capital e executivos das principais empresas de tecnologia do mundo (Google, IBM, Linkedin, Dropbox, Slack). Como head de aceleração da WOW, tive a oportunidade de participar do evento e compartilho aqui meus principais aprendizados:

 

1. Diversidade e inclusão não são mais pautas a serem discutidas, são pautas a serem implementadas. O argumento de que estamos no século XXI já vale por si só. É preciso mexer nas configurações dos times, mesclar pessoas de diferentes realidades, vivências, gêneros e aí em adiante. Trabalhar a diversidade nos humaniza e, por consequência, nos tornamos melhores profissionais por causa disso. Mas, se esse argumento ainda não é suficiente, podemos também apelar para o lado racional: estudos em Stanford já demonstram que equipes formadas por pessoas de diferentes realidades e experiências performam melhor do que equipes com ideias e vivências semelhantes;

 

2. Fazer o dever de casa antes de pensar em captar investimento nos Estados Unidos. Parece óbvio, mas ainda tem muito empreendedor brasileiro que vai despreparado para levantar recursos no mercado norte-americano. É importante que se diga que o profissionalismo e o nível de competição por lá são altíssimos. As consequências disso são concorrentes extremamente capacitados, que sobem bastante a barra de dificuldade de atuar no mercado, ou seja, não há espaço para amadores. Dessa forma, os investidores norte-americanos possuem ótimas opções de deals e não vão utilizar seu tempo analisando um negócio que claramente ainda não está preparado para captar e competir no mercado norte-americano;

 

3. Um ótimo produto te ajuda a tracionar mais rápido. Isso também pode parecer óbvio, mas tem uma relação direta com a lição anterior. Como o nível de competição é extremamente alto, o produto e a experiência de uso passam a ser diferenciais fortes entre as startups. Deu bug? O cliente cancela e vai para o seu concorrente, que é tão bom ou até melhor do que você. Neste sentido, tive a impressão de que os produtos norte-americanos, mesmo em estágio inicial, são superiores aos que vemos em startups brasileiras em estágio semelhante. Além do domínio de áreas como programação e design, outros fatores também ajudam nisso – é mais fácil captar investimento nos EUA com pouca tração, o que faz com que a startup possa desenvolver o MVP de forma muito mais consistente. Outra lição importante é que, em estágios iniciais, a retenção do produto pode ser uma métrica tão importante quanto a receita para o seu negócio;

 

4. As questões psicológicas no empreendedorismo devem ser mais conversadas. No SaaStr, foi possível perceber que esse assunto é bem menos tabu nos Estados Unidos do que no Brasil. “In a nutshell” (“Resumidamente”, como eles costumam dizer por lá), empreender é um processo longo, difícil e extremamente desgastante, que pode estremecer a estrutura de vida dos fundadores. O empreendedor vai vivenciar uma montanha russa de emoções, de alterações no humor, altas doses de estresse e pressão e também vai saborear momentos de alegria e realização. Minha visão é de que precisamos evoluir esse tipo de conversa no Brasil. Os empreendedores também precisam de apoio psicológico durante o processo de crescimento do seu negócio;

 

5. Valorizar mais o tempo das pessoas, principalmente nos momentos de networking. No SaaStr, a “etiqueta” nas conversas era a seguinte: faça um pitch bem resumido do seu negócio e me fale como eu posso te ajudar. Depois, eu faço o mesmo e analisamos se um contato posterior (e mais profundo) faz sentido. Se fizer, trocamos cartões; do contrário, apertam-se as mãos e “it was nice to meet you, see you around”. Não há espaço para jogar conversa fora, os norte-americanos realmente valorizam o tempo como um ativo precioso. O papo é extremamente reto, o que faz com que o evento seja bastante produtivo em termos de conexões valiosas;

 

6. Trocar experiências sobre o seu contexto e/ou mercado é fundamental. É difícil assistir uma palestra com um conteúdo “silver bullet”, que vá resolver todos os seus problemas com uma única ação. Apesar do ótimo conteúdo e nomes extremamente gabaritados, isso não ocorreu no SaaStr e provavelmente não vai ocorrer em nenhum evento do mundo. É mais provável que você tenha um insight matador através de uma conversa com seu outro par de mercado do que assistindo um conteúdo mais genérico.

 

SaaStr 2018 Sillicon Valley

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